Sábado, Outubro 29, 2005

Moscou, Rússia, 30 de Agosto.

O lugar onde há séculos viviam os membros da família Ivory era gigantesco. Em uma área que ficava afastada do centro industrial, a Moscou dos trouxas, localizava-se a extensa propriedade, que incluía um bosque, onde eram realizadas as famosas caçadas anuais do clã Ivory, um lago, e as planícies onde se criavam soltos numerosos rebanhos de granianos.
Naquele lugar, envolto pelos mais variados feitiços de proteção anti-trouxas, erguiam-se inúmeras mansões e, no centro, a maior de todas elas: a Casa de Asterion, lar da família principal do clã. A casa que, agora completavam-se quase quatro séculos, sempre abrigara os líderes daquela grandiosa família.

Quanto mais próximo você vivesse da Casa de Asterion, significava que mais próximo era o seu parentesco com a família principal e mais prestígio você possuía. Essa era a regra entre os Ivory. O último filho de Asterion fora Rigel Ivory, que sucedera seu pai, Stephanio, na liderança do clã após a morte deste.
Porém, Rigel fora assassinado sem deixar descendentes, e seu irmão mais jovem, Kamus, desertara a família. Sendo assim, quem assumiu o papel de líder foi Betelgeuse Ivory, a viúva de Stephanio.

Mas todos sabiam, Betelgeuse não era uma autêntica Ivory. Era uma agregada, não possuía o sangue da família, dessa maneira era impossível que ela exercesse a liderança por muito tempo. Na verdade, sua permanência à frente do clã já durara até demais, quase dezesseis anos. Era iminente o fim da linhagem de Asterion e a passagem da liderança para outra Casa.

Naquela agradável noite de verão europeu, Betelgeuse recolhera-se mais cedo em seus aposentos, para abandona-los quando teve certeza de que todos na residência já haviam adormecido. Vestiu uma capa de veludo escuro e aparatou, diretamente para a margem esquerda do lago que havia na propriedade. Seus olhos perderam-se observando a superfície escura e lisa das águas. Sua mente recordava os acontecimentos do último dia.
Tivera uma discussão com Leonid Ivory, o patriarca da Casa de Fiodor. Ele era um primo de Stephanio, e casara com a irmã deste, Irina, tornando-se também cunhado do antigo patriarca. E agora, Leonid pretendia requerer para sua Casa a liderança do clã. Betelgeuse sentia-se como uma vítima encurralada, a situação estava ficando cada vez mais complicada... Não sabia quanto mais levaria para que Leonid recebesse o apoio do Conselho e se proclamasse o líder da família, fazendo com que ela perdesse todo o seu prestígio e influência entre os Ivory.

Foi em meio a toda essa angústia que Betelgeuse recebeu um envelope selado com o brasão da família Black-Thorne. Ela não conseguiu conter seu espanto... Aquele era o selo que estava sempre presente nas cartas que sua irmã-gêmea, Marguerith, lhe enviava quando ainda estava viva. A matriarca dos Ivory sabia que restavam apenas duas pessoas que ainda carregavam o nome Black-Thorne: uma menina a quem Elizabeth dera à luz, provinda do casamento dela com um trouxa desprezível, e Ludovic.
A carta provou-se ser do Comensal, ele requisitava um encontro com a tia. Ludovic dizia portar os cumprimentos do Lord das Trevas, e tinha uma proposta que talvez interessasse ao clã Ivory.
Betelgeuse suspirou, sejam lá quais fossem as intenções do sobrinho e de seu Lord, não faria mal ouvi-los.

"Crack!"

O barulho de uma pessoa aparatando preencheu o local, antes tão silencioso. Betelgeuse manteve seus sentidos alerta, ouvindo o ruído de uma capa balançando conforme o andar de seu dono. Uma figura encapuzada e com uma máscara branca e inexpressiva emergiu de um arvoredo próximo e caminhou até a mulher.

- Boa noite, Ludovic.

- Boa noite, minha cara tia. - a voz de Ludovic Black-Thorne se fez ouvir através das fendas de sua máscara.

- Por favor, tire essa máscara. Faz tanto tempo desde a última vez que nos encontramos, quero ver o seu rosto novamente, sobrinho. - Betelgeuse disse aquilo de modo sereno, quem sabe até mesmo afetuoso?

O Comensal atendeu ao pedido dela, afinal aquela era a única irmã de sua amada mãe. Negar algo à tia seria como desrespeitar o seu próprio sangue. No final, ela era a única parente digna que ainda lhe restava. Além, é claro, de sua jovem sobrinha e futura pupila.

Betelgeuse fitou com melancolia o rosto de Ludovic. Os olhos dele lhe remetiam um sentimento de saudades, pois eram idênticos aos olhos da finada Marguerith. Ela sempre implicara com a irmã, dizendo que os Black não possuíam olhos verdes, e sim azuis-escuros, como os dela própria. Mas a verdade era que Bete adorava as orbes esmeraldinas da irmã, gostava de saber que, apesar de serem gêmeas, ambas possuíam características distintas e complementares.

- Você se lembra deste local, Ludovic? Na primeira vez em que você, seus irmãos e seus pais vieram me visitar, a pequena Elizabeth caiu dentro desse lago e quase morreu congelada. Era inverno, o clima estava insuportavelmente frio e tudo se encontrava coberto de neve...

Ela perdeu-se alguns instantes entre suas reminiscências. Aquelas seis crianças, brincando juntas no meio da neve, tão inocentes e despreocupadas... Rigel, Aldebaran, Ludovic, Alrischa, Kamus e Elizabeth. Quem imaginaria, anos depois, o destino que elas teriam? Que acabariam matando umas às outras? Seis irmãos que se voltaram contra o seu próprio sangue. E no fim, daquela maravilhosa prole, tudo o que restou foram um traidor, um fugitivo da lei, e uma marionete imprestável.

Ludovic observou com carinho a tia, notando que ela, provavelmente, estava imersa em tempos antigos e saudosos. O próprio Ludovic guardava boas recordações de sua visita à Rússia, pois fora aqui que travara conhecimento daquele que considerara por muito tempo um irmão e um mentor, seu primo Rigel. Infelizmente, o primo fora assassinado pelo traidor. E um dia Ludovic teria a sua vingança contra Kamus. Pela morte de Rigel, assim como pelo fato do maldito ter-lhe impingido quase 16 anos de enclausuramento em Azkaban.
Mas, parte dos planos do Comensal, dependiam do sucesso da empreitada de seu grande mestre. E era esse o motivo que o trouxera à Rússia.

- Tia, - começou o ruivo - como sabe pelo pergaminho que enviei à senhora, estou aqui em missão oficial. Em nome do Lord das Trevas. Meu mestre acredita que uma aliança entre o clã Ivory e nossa organização seria de proveito mútuo. O Lord propõe que os Ivory nos ajudem com suas influências e recursos na conquista de toda a Europa oriental, pois sabemos que os poderes dos Ivory se estendem além das fronteiras da Rússia. Em troca, ele se dispõe a ceder seus assassinos, incluindo os gigantes que recentemente se uniram à nós, para exterminar todos os inimigos de seu clã. Usando os assassinos do mestre, nenhuma das outras famílias poderia acusa-los de qualquer coisa. Assim, a Rússia passaria ao controle total dos Ivory. E tudo o que o Lord pediria em troca seria uma aliança mútua e contínua e a não interferência no resto da Europa Oriental. O que pensa disso, cara tia?

- Infelizmente, meu sobrinho, no momento eu me encontro inepta para firmar qualquer tipo de acordo com o seu mestre. - Betelgeuse fechou os olhos, desgostosa - Minha voz já não goza mais de muito poder dentro do clã...

Ludovic sentiu-se desagradavelmente surpreso com aquela revelação. Uma aliança com a família Ivory era imprescindível para o domínio de seu Lord sobre a Europa continental, e ele contava com o auxílio de sua tia nessa questão. Não poderia voltar à Inglaterra de mãos abanando, a menos que estivesse pronto para receber um severo castigo.

- E não há como reverter essa situação? Talvez silenciar aqueles que se opõem à senhora... - sugeriu o Comensal, com uma sensação de antegozo à idéia de que houvessem mais alvos para serem torturados e assassinados antes de regressar para seu país de origem.

- De pouco irá adiantar, Ludovic. Mesmo que os membros da Casa de Fiodor sejam mortos, eu precisaria de um... - Betelgeuse parou de falar e arregalou levemente os olhos diante da idéia que recém passara-lhe pela mente. Como fora tola! Por que não pensara naquela saída antes? - Escute, meu sobrinho, por acaso já teve a oportunidade de conhecer a filha de Kamus, Adhara?

Black-Thorne franziu o cenho. Sabia que seu primo traidor tivera uma criança com aquela mestiça imunda que tomou como mulher. Mas a cara da garota ele nunca chegou a ver.

- Não, tia. Por que pergunta?

Os lábios de Betelgeuse curvaram-se levemente enquanto ela relatava ao Comensal detalhes sobre a neta que conhecera em sua recente visita à Inglaterra. Ludovic também passou a sorrir sadicamente conforme a tia avançava em suas explicações e eles concebiam juntos o seu plano. Um plano que não apenas garantiria a supremacia de Betelgeuse entre os Ivory e uma futura aliança entre o clã e o Lord, mas que também trazia em si a tão almejada chance de Ludovic finalmente se vingar de seu odiado primo de um modo que Kamus jamais poderia esperar.

Conjurado por Ludovic às 1:33 PM | |

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

Alexis voltara para o continente atrás de uma pista quente sobre Igor Karkaroff. Ele fora designado pelo Ministério Inglês para lidar com o caso envolvendo o ex-diretor de Durmstrang. O chefe do departamento de aurores acreditava que o ex-comensal poderia ser uma fonte de informações valiosa, como fora no passado, na época em que Karkaroff foi preso. E o superior de Alexis estava certo em suas considerações, a pista que o auror seguia não apenas o levou a entrar em contato com Igor, como garantira que o antigo servidor de Voldemort negociasse um acordo com o ministério inglês em troca de proteção. Bastava apenas que o auror e o futuro informante se encontrassem no local combinado, para voltarem à Grã-Bretanha em um literal piscar de olhos.
Karkaroff pedira para eles se encontrarem logo após o pôr-do-sol, temendo que um horário mais adiantado pudesse trazer vantagens àqueles que o perseguiam, mas ao mesmo tempo, sentia que a luz do dia o deixaria exposto demais. Também exigira um lugar ermo e discreto, apesar das objeções do auror, que acreditava que um encontro no meio de uma multidão inibiria as ações de qualquer comensal que pudesse tentar ataca-los.
O moreno olhou para o relógio de bolso que comprara anos atrás em uma loja de curiosidades trouxas. Karkaroff estava atrasado. Alexis começou a se preocupar...
Repentinamente ele escutou um grito ecoando pelas ruas desertas daquela parte antiga da cidade.Correu, com a varinha em punho na direção de onde viera o lamento...

*********


O velho bruxo caiu novamente no chão, seus cabelos prateados, que ele vaidosamente mantinha bem aparados nos tempos de glória, em que era o diretor de uma das maiores escolas de bruxaria da Europa, estavam compridos e desgrenhados, e caiam-lhe sobre o rosto. Sua aparência era deplorável, afinal fazia quase dois anos que se transformara em um fugitivo, desde o retorno de seu antigo mestre. Escutou passos, ecoando, altos, pela rua deserta. Estava fraco demais para tentar aparatar. Ergueu-se do chão com dificuldades, tentando voltar a correr, mas suas pernas fraquejaram, e tombou novamente, caindo em uma poça elameada próxima.

-Você é realmente patético, Karkaroff.- disse o comensal, se aproximando.

-Por favor, não me mate, não me mate... Eu faço qualquer coisa que o mestre pedir.

-Você teve a sua chance, Igor, assim que o mestre retornou, mas preferiu desperdiçar. Agora é tarde demais.


-Não, por favor, não!!!!!

O comensal apontou a varinha para o velho caído.

-Crucio!

Karkaroff se contorceu em agonia, deixou sair da garganta um grito alto e estridente, reflexo do suplício a que estava sendo submetido. O comensal, por sua vez, ria, prazeroso, pelo sofrimento que infligia ao ex-companheiro de horda das trevas.
O suor escorria, frio, pelo rosto de Karkaroff. Em um sussurro ofegante, o ex-diretor de Durmstrang implorou:

-Me mata logo, por favor, me mata... Eu não vou agüentar...

-Mudamos de idéia bem rápido, não? - o comensal abaixou-se até o rosto coberto pela máscara branca ficar próximo do de sua vítima. -Mas não vai ser assim tão fácil. Você deu azar do mestre ter escolhido a mim para o serviço. Qualquer outro poderia pensar em ser clemente com você, menos eu...

Karkaroff fitou o comensal. Apenas os olhos verdes podiam ser vistos por trás da máscara. Um brilho insano emanava das orbes do servo de Voldemort. O velho bruxo reconheceu de imediato seu torturador...Conhecia a fama dele de assassino implacável. Estava perdido.
O comensal sorriu por debaixo da máscara. Tirou das veste uma adaga ricamente ornamentada, feita de chifre de árpeu, artefato pessoal do qual se orgulhava demasiadamente. Cravou com gosto, a ponta afiada do atame no ventre de Karkaroff. O velho gemeu baixinho.

-O mestre pediu um tratamento especial para você, meu caro Igor. Parece que vamos nos divertir bastante por aqui.

O comensal de olhos verdes se preparou para desferir um novo golpe de adaga no velho caído a seus pés, quando sentiu um feitiço raspar-lhe na altura da orelha. Karkaroff balbuciava palavras sem sentido no chão, já alheio ao que ocorria. Tomado pela dor, ele instintivamente segurava o ventre banhado de sangue.

-Parece que hoje é seu dia de sorte, Igor. - o comensal apontou a varinha para a fronte de Karkaroff conjurando - Avada Kedrava!

Levantou-se. Com um feitiço arremessou o corpo sem vida do orgulhoso ex-diretor de Durmstrang em uma vala adiante, virando-se, em seguida, para a fonte do ataque. Reconheceu o atacante de imediato e sentiu-se ligeiramente surpreso em vê-lo ali, em plena Europa continental. Pelo que sabia, o auror deveria estar na Inglaterra. Ele o vira rapidamente na festa dos Star. E fora o pirralho dele que impedira Jarno de trazer-lhe, finalmente, a sobrinha.
Era a primeira vez que de digladiavam, mas as habilidades de Alexis von Weizzelberg eram conhecidas pelo comensal. Lembrava-se de Frida, anos atrás, antes de ela ter se tornado uma traidora desprezível, ter mencionado o austríaco como uma das maiores dores de cabeça dos servos do Lorde das Trevas que atuavam no continente durante a primeira guerra. Ludovic estava feliz. Teria uma bela diversão naquela noite. Talvez não maior que torturar Karkaroff, mas enfrentar um auror sempre era um prazer.

*********


Ao ver o comensal debruçado sobre o ex-diretor de Durmstrang, Alexis teve certeza que chegara tarde demais para fazer qualquer coisa pelo velho. Mas, poderia tentar levar consigo o comensal. Lançou um feitiço estuporante, que acabou passando de raspão dada a distância que o comensal se encontrava dele. Tentou se aproximar para atingir novamente o servo de Voldemort, que acabara de voltar sua atenção para o auror.
Uma saraivada de feitiços cruzou pelo espaço apertado do beco estreito que separava o auror e o comensal. Por duas vezes Alexis quase conseguiu seu intento de prender o servidor de Voldemort que o enfrentava. A dificuldade de se mover prejudicava a ambos naquela batalha. Alexis sentiu que precisava tomar uma atitude drástica para capturar seu inimigo, foi aproximando-se lentamente do comensal por entre os escombros que se espalhavam pelo beco, porém, tarde demais o austríaco percebeu que seu movimento trouxera na verdade uma vantagem para o outro bruxo.
Uma fina luz saiu da ponta da varinha de Ludovic. Alexis arregalou os olhos reconhecendo o feitiço: Laminus. Mesmo que a maldição, que imita a estocada de uma espada, não lhe atingisse nenhum órgão vital, o estrago seria grande. Tentou mergulhar para atrás da caçamba, mas o feitiço acertou o austríaco na altura do ombro, fazendo com que ele caísse pesadamente no chão da ruela, o sangue já escorrendo abundante, pela ferida...
Ludovic sorriu triunfante, por trás da máscara. Novamente saíra vitorioso. Aproximou-se do corpo do ex-diretor de Durmstrang. Quebrou um vidro com um líquido transparente, murmurando "Portus". No minuto seguinte, o velho sumiu. Já deveria estar na cabana no norte da Inglaterra, onde seria apropriadamente encontrado pelo aurores, conforme o mestre desejava. Karkaroff era outro dos vários exemplos que o Lord das Trevas queria deixar em sua nova ascensão ao poder.
O ruivo, então, aparatou. Só não ficou ali para pegar seus merecidos espólios porque, ainda tinha muitas pessoas a visitar nos próximos dias. Não poderia perder tempo com aquele auror... E uma visita muito especial o aguardava no fim de sua missão. Quanto mais rápido terminasse seu serviço, mas rápido poderia ter a tão ansiosa e importante reunião com uma aliada de grande interesse para o mestre. Alguém que poderia facilitar, e, muito, o domínio de Voldemort sobre toda a Europa Oriental. Ludovic mal poderia esperara para retornar, mais uma vez, à Rússia.

Conjurado por Ludovic às 7:40 PM | |

Blog pertencente ao Expresso Hogwarts.

Perfil

Ludovic Sedarius Eridano Black-Thorne
Filho do meio do casal Thorne, Ludovic sempre foi o preferido dos pais. Exatamente por ser o único da prole que concordava incondicionalmente com as idéias paternas a cerca da purificação da raça bruxa. Quando estudou em Hogwarts, pertenceu à Sonserina. Após graduar-se, tornou-se um comensal da morte. Mas não um comensal qualquer. Ludovic é um dos mais inescrupulosos, perversos e amorais servos de Voldemort. Acredita cegamente na causa de seu mestre, a ponto de assassinar a própria irmã para provar sua lealdade. É um dos principais assassinos e torturadores do Lord das Trevas. Estudou Arte das Trevas nas mais diversas partes do mundo, desde a Transilvânia, passando por vários outros países dos cinco continentes. È especialista em venenos, feitiços de ataque e defesa, e em duelos com ou sem varinha. Esteve preso em Azkaban até recentemente. Agora está atrás de sua sobrinha Meridiana, a última Black-Thorne viva além dele.



Grimório do Ludovic
(Notas sobre Magia)




Introdução à Magia
Magias do Mundo
Animais Mágicos
Ervas Mágicas
Grimórios

Familiares

Pais


Cassiopéia Marguerith Black-Thorne: descendente da mui antiga família Black, Marguerith sempre foi uma mulher altiva, autoritária e orgulhosa de seu sangue puro. Desde pequena sempre preferiu ser chamada pelo segundo nome, ao qual ela, em sua imensa vaidade, afirmava ressaltar sua origem nobre. Quando se casou com Péricles Thorne, também descendente de família tradicional, exigiu continuar com o sobrenome de sua família e que seus filhos tivessem o Black acoplado ao nome do marido. Assim surgiu a linhagem Black-Thorne. Teve três filhos: Aldebaran, Ludovic e Elizabeth. Seu filho favorito sempre foi Ludovic, pois, como os pais, era favorável ao domínio de Voldemort e à purificação das linhagens bruxas. E também porque Ludovic foi o único a entrar na Sonserina. Casa a que Marguerith pertenceu em sua juventude. Morreu, adoentada e solitária. Ludovic lamentou estar em Azkaban durante o falecimento da mãe. Marguerith era provavelmente a única pessoa, além de Voldemort, a quem Ludovic respeitava e admirava com sinceridade. Marguerith tinha uma irmã gêmea, que ainda se encontra viva: Betelgeuse Black Ivory.

Pericles Thorne: Descendente de uma linhagem bruxa cujas origens remotam aos antigos tempos em que os romanos dominavam a Grã-Bretanha, Pericles, como a esposa, sempre foi adepto da pureza nas linhagens bruxas. Contudo, era um homem fraco e de pouco caráter, sendo sobrepujado e controlado por sua esposa dominadora. Tinha um grande carinho pela filha caçula, Elizabeth, contudo, nunca a perdoou por desposar um trouxa, considerando a filha como morta a partir do dia em que casou. Morreu antes do nascimento de sua neta. Apesar de ter uma certa afeição pelo pai, Ludovic se sentia decepcionado com a fraqueza de Péricles diante da esposa e dos demais bruxo, portanto, preferiu ter a mãe, Marguerith como modelo a se espelhar.

Irmãos


Aldebaran Aurelius Black-Thorne: filho mais velho de Pericles e Marguerith, Aldebaran sempre teve uma personalidade introspectiva. Raramente sorria, a não ser na presença de sua irmã caçula, a quem devotava grande amor. Não concordava com as idéias dos pais sobre a pureza racial entre os bruxos e sempre tratou com igual deferência trouxas, bruxos e meio-bruxos. Isso sempre gerou grandes atritos entre ele e seu irmão, Ludovic. Existia também, entre eles, uma rivalidade nada velada. Ludovic sempre se sentiu frustrado por nunca derrotar o irmão mais velho em um duelo (e em outras coisas também). Quando estudava em Hogwarts, Aldebaran pertenceu à Corvinal.Era um homem justo e corajoso. Após formar-se, tornou-se um auror de respeito e renome. Casou-se com Frida, uma bruxa sangue-puro de origem polonesa. Morreu em serviço durante uma emboscada preparada especialmente para eliminá-lo. Não conheceu a sobrinha.

Elizabeth Astréia Black-Thorne Johnson: nunca concordou com as idéias tradicionalistas dos pais, sempre entrando em sérios conflitos com eles, especialmente com sua mãe, Marguerith. Quando estudante, pertenceu à Grifinória, fato que gerou mais uma desavença entre ela e sua família. Era alegre, corajosa e destemida. Sempre tratou com igual simpatia trouxas, bruxos e meio bruxos. Aliás, alguns de seus melhores amigos em Hogwarts eram mestiços.Algo patético, na opinião de Ludovic. Quando se formou em Hogwarts, decidiu se tornar auror, como seu irmão Aldebaran, a quem muito admirava. Apaixonada por literatura trouxa, conheceu Nicholas Johnson em uma feira de livros. Apaixonaram e começaram a namorar. Fato que causou a expulsão de Betsy de sua casa por seus pais. Casou-se com Nicholas e tiveram uma filha, Meri. Morreu quando Meridiana ainda era um bebê, assassinada pelo próprio irmão, Ludovic.


Cunhados


Frida Witoslawa Grygiel Black-Thorne: viúva de Aldebaran, Frida é uma bruxa de origem polonesa e estudou em Durmstrang quando jovem. Mudou-se para a Inglaterra depois de formada, onde conheceu Aldebaran com quem se casou. Trabalhou como espiã para Voldemort durante a Primeira Guerra Bruxa, tornando-se agente dupla após se apaixonar por Aldo.Fugiu para o Chile após a morte do marido. Deixou seu exílio no Chile para ajudar Meridiana em relação a Ludovic. Agora trabalha na matriz da Companhia Nimbus. È uma mulher elegante, educada e distinta..È alvo, desde seus tempos de espiã de uma obsessão doentia por parte de Ludovic.

Nicholas Johnson: é um famoso escritor trouxa de livros de fantasia e ficção, que atualmente se encontra nos Estados Unidos, para adaptar um de seus livros para o cinema. Completamente apaixonado por Elizabeth, nunca se importou com as origens bruxas de sua falecida esposa, muito pelo contrário, costumava afirmar que sua profissão (escritor de fantasia) era a ideal para o marido de uma feiticeira. Nunca se recuperou completamente da morte da esposa e teme que sua filha Meridiana também tenha o mesmo trágico fim de Elizabeth. Isso torna Nicholas, por vezes, um pai um tanto quanto super-protetor em relação Meridiana. Nunca escondeu da filha suas origens bruxas, embora não tivesse mantido contato ativo com os antigos amigos da esposa após a morte dela e tenha criado Meri em um ambiente completamente trouxa. Ludovic o acha um trouxa patético e desprezível, que corrompeu a irmã e a linhagem dos Black-Thorne. Deseja se vingar de Nick através da filha.

Sobrinha


Meridiana Astréia Black-Thorne Johnson: uma bruxa bastante estudiosa, que não se importa de quebrar uma ou outra regra da escola para ajudar os seus amigos ou reparar uma injustiça. Sua matéria preferida é Defesa contra a Arte das Trevas. Como sua mãe, Elizabeth, possui idéias liberais sobre a integração entre Bruxos e Trouxas e de divulgação a Cultura Trouxa no Mundo Bruxo. Pertence à Grifinória, e é a última Black-Thorne viva, além de Ludovic. Tal fato fez com que o comensal tivesse um interesse especial por sua sobrinha, pois, ele deseja torna-la sua discípula e serva de Voldemort. Sem falar que, da perspectiva de Ludovic, trazer a sobrinha para o lado das Trevas seria uma excelente vingança contra Nicholas Johnson.

Tia Materna


Betelgeuse Sandrine Black Ivory. Tem uma personalidade calma e altiva, a sutileza é uma de suas características marcantes, o que a diferencia totalmente de sua irmã gêmea, Cassiopéia Marguerith Black-Thorne, que era uma pessoa dominadora e autoritária. Acostumada desde pequena a freqüentar festas e eventos de gala, Betelgeuse foi criada para ser uma verdadeira dama: educada, inteligente e delicada. Quando jovem freqüentou a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, pertencendo à casa Sonserina e seguindo com a tradição dos Black. Depois de diplomada teve seu casamento arranjado com Stephanio Ivory, também descendente de uma tradicional família puro-sangue. Teve três filhos: Rigel, Alrischa e Kamus

Primos


Rigel Asterion Black Ivory: o primogênito da família Ivory, era o primo favorito de Ludovic. Rigel era um homem de personalidade forte e muito parecido com o pai. Foi totalmente fiel às tradições e ideais de sua família puro-sangue, por isso não hesitou ao alistar-se para ser um dos seguidores de Lord Voldemort, tornando-se um de seus mais fies e poderosos Comensais. Não perdoou Kamus por ter traído a família por causa de uma bruxa mestiça, por isso aproveitou-se de uma ocasião em que o irmão estava ausente de Londres e assassinou a cunhada, Anabelle. Acabou morrendo pelas mãos de Kamus que, enlouquecido com a morte de Anabelle, buscava vingança.

Alrischa Berenice Ivory Nott: filha do meio de Stephanio e Betelgeuse, é uma bela mulher, mas que sempre teve uma personalidade fraca. Desde criança vivia a mercê dos irmãos, sendo uma pessoa triste e submissa. Não tinha coragem para desobedecer as ordens dos pais, por isso não se opôs quando anunciaram o seu casamento com Nott, membro de uma. Teve apenas um filho, Teodhore.

Kamus Deneb Black Ivory: Um homem sério e impessoal, é um ótimo auror e sempre teve um grande talento para duelos. Era da casa Sonserina e assim como muitos de seus colegas, inclusive seu irmão mais velho e seu primo Ludovic, pretendia tornar-se um seguidor do Lord das Trevas e levar adiante os ideais de purificação da raça bruxa. Mas seus planos mudaram a partir do dia em que a mestiça Anabelle Timms tornou-se a sua parceira no Clube de Duelos. Kamus foi afeiçoando-se cada vez mais à ela e sabendo que a sua família jamais a aceitaria, ele abandonou a casa dos pais e virou um traidor do próprio sangue. Adhara é sua única filha. Kamus foi responsável pela prisão de Ludovic em Azkaban, e por isso, o comensal quer vingar-se de seu primo auror.

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